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Bruxelas considera Portugal um dos melhores da Eur

31 Janeiro 2009

Notícia do Público

Bruxelas considera Portugal um dos melhores da Europa no processo de certificação energética

30.01.2009

Lusa

Portugal, a par da Dinamarca, Holanda, Alemanha e Irlanda, é um dos cinco países da União Europeia com o melhor processo de certificação energética dos edifícios, afirmou hoje Martin Elsberger, responsável na Comissão Europeia pelos trabalhos de implementação da Directiva a nível europeu. Até ao final de 2008 já foram emitidos 14 mil certificados energéticos provisórios em Portugal; 94 por cento são edifícios de habitação e seis por cento de serviços.

O responsável reuniu-se em Lisboa com a ADENE- Agência para a Energia, para discutir o processo de implementação do Sistema de Certificação Energética em Portugal.

"Do que vi até agora e do que temos monitorizado, Portugal escolheu uma forma bastante eficaz de implementar a Directiva, com uma boa focagem nos pontos cruciais deste ponto da legislação", disse Elsberger. O responsável salientou a qualidade dos certificados de performance energética e o nível de exigência nos requisitos para os especialistas de certificação.

O responsável sublinhou a importância da certificação energética dos edifícios como instrumento fundamental da política europeia de combate às alterações climáticas através do aumento da eficiência energética. Mas destacou também a importância dos mesmos para impulsionar a indústria da construção numa altura de crise económica global. "Isto vai, em primeiro lugar, estimular a indústria de construção de novos edifícios, mas também o mercado de renovação dos edifícios".

Martin Elsberger está convicto que a certificação energética dos edifícios permitirá a Portugal atingir o objectivo fixado pelo Governo de reduzir o consumo de energia em 15 por cento até 2015. "Penso que é um objectivo exigente, mas é alcançável quando se reage desde o início e de forma adequada num dos sectores que mais consome, o dos edifícios", afirmou. "O facto de estarem à frente na certificação energética dos edifícios poderá significar que a maior parte do objectivo português pode ser atingida nesse sector".

"O consumo médio de energia nos edifícios a nível europeu é de 40 por cento do total de energia consumida e sabemos que poderemos poupar entre 12 a 13 por cento desse total", explicou.

*ADENE emitiu 14 mil certificados energéticos provisórios até ao final de 2008*

Até ao final do ano passado, a ADENE já tinha emitido 14 mil certificados energéticos provisórios. Os distritos com maior número de certificados emitidos foram Faro, com 3043, seguindo de Lisboa, com 2200 e Setúbal, com 2021.

Em Janeiro, mês que marcou o arranque da terceira e última fase do processo de certificação dos edifícios - com o alargamento a todos os edifícios vendidos ou arrendados - a ADENE emitiu mais 6600 declarações de conformidade regulamentar, ou seja, um certificado energético emitido em fase de projecto.

O objectivo da ADENE é ter uma correspondência superior a 90 por cento entre as licenças de construção emitidas e as transacções de imóveis usados e os certificados energéticos.

No final de Dezembro, 89 por cento dos novos licenciamentos de edifícios tinham o processo de certificação iniciado, contra 26 por cento em Julho do ano passado.

A classe energética com maior número de certificados é a A, com 45 por cento, seguida da B, com 29 por cento, da A+, com 14 por cento, e da B-, com 12 por cento.

De acordo com a ADENE, que já tem 822 peritos qualificados, 30 por cento dos novos edifícios de serviços prevêem sistemas de climatização e 97 por cento das habitações prevêem a instalação de painéis solares.

*Incumprimento implica coimas entre os 300 e os 3000 euros*

A primeira fase do sistema de certificação começou a 1 de Julho de 2007 com a obrigatoriedade de certificação para os edifícios novos destinados à habitação, com área útil superior a 1000 metros quadrados, e edifícios de serviços novos ou que tenham sido objecto de grandes obras de remodelação.

A segunda fase começou a 1 de Julho de 2008 e abrangeu todos os edifícios novos, independentemente da sua área ou utilização. A terceira fase iniciou-se a 1 de Janeiro deste ano e alargou a certificação aos restantes edifícios, incluindo os existentes.

Quem quiser vender ou alugar a casa terá agora de possuir um certificado que classifica o seu desempenho energético, sem o qual a transacção não ficará concluída. Quem não cumprir está sujeito a coimas que variam entre os 300 e os 3000 euros. A classificação energética varia entre a classe A+, para os edifícios mais eficientes, e a classe G, para os menos eficientes.

Os certificados energéticos contêm informação sobre as necessidades energéticas do edifício numa utilização normal e também as suas características de construção, factores que determinam a sua maior ou menor eficiência energética.

Os custos de certificar um edifício ou fracção variam entre os 1,5 e os 4 euros por metro quadrado para o sector residencial e os 1 a 2 euros e os 4 a 5 euros para o sector de serviços, a que acrescem 45 euros de registo no caso do sector residencial e 250 euros no caso dos serviços.

*Notícia actualizada às 09h25.*

in Notícia do Público

Portugal implantou com sucesso as directivas

27 Setembro 2008

Portugal é um dos países da União Europeia que completaram com sucesso todas as acções necessárias para a implantação do novo Sistema Nacional de Certificação Energética e da Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE), concluiu o estudo Towards an Energy Efficient Building Stock, publicado pela Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS). Segundo o documento, os mais recentes países membros da União Europeia, com a excepção da Hungria e Eslováquia, estão a ter dificuldade em implementar as actuais directivas. Assim, enquanto países como Portugal, Dinamarca, Holanda e Alemanha completaram com sucesso todas as acções necessárias para a implementação do novo (SCE), países como a Grécia e a maior parte dos novos membros da União Europeia não cumprirão com o prazo estabelecido pela União Europeia que estabelece que os Estados-membros devem implementar um sistema de certificação energética que informe o cidadão sobre a qualidade térmica dos edifícios e ao mesmo tempo reduza a factura energética de cada país no final de cada ano. O sistema deveria entrar em vigor antes do dia 1 de Janeiro de 2009.

in Vida Económica

Portugal importou 63% de electricidade até Julho

17 Agosto 2008

Energia. Nos primeiros sete meses do ano, o saldo negativo entre exportações e importações subiu 63% face a Julho de 2007. No mesmo período, a produção nacional caiu 6%, mas o consumo cresceu 1,3%. A electricidade de Espanha abastece 19% do consumo português

As importações de electricidade a partir de Espanha estão a crescer este ano. Em Julho, os últimos dados públicos sobre o mercado nacional apontam para uma subida de 63% desde o início do ano do saldo importador, ou seja, da diferença entre a electricidade comprada e vendida a Espanha.

Os valores acumulados para os primeiros sete meses do ano apontam para um saldo importador total de 5717 GWh (gigawatt hora), o que representa cerca de 19% do consumo de energia eléctrica no País naquele período. Analisando a evolução das estatísticas da REN (Redes Energéticas Nacionais), verificamos que o aumento das importações em termos homólogos tem sido uma constante, embora tenha alcançado valores mais elevados em meses anteriores.

Nos mesmos sete meses, a produção nacional desceu em termos acumulados cerca de 6% face a igual período de 2007, juntando a convencional (térmica e grande hídrica) e o regime especial (eólica e cogeração industrial) Ao mesmo tempo, o consumo cresceu em termos acumulados até Julho 1,3%, o que corresponde uma aceleração da procura em relação aos meses anteriores.

Portugal é em regra deficitário na compra e venda de energia com Espanha, mas isto não significa que o País não tenha capacidade instalada suficiente para responder à procura.

A opção de importar do mercado vizinho resulta muitas vezes de uma gestão que procura limitar os custos da energia consumida. Muitas vezes acaba por ficar mais barato comprar na bolsa espanhola do que pôr a funcionar uma central em Portugal.

Voltando aos número de Julho, verifica-se que foi sobretudo a quebra na produção hidroeléctrica face a igual mês do ano passado, que terá levado à subida das importações. A geração de energia a partir das barragens caiu 39% nos primeiros sete meses do ano, face a 2007. Esta variação negativa é sobretudo influenciada pelo fraco desempenho desta forma de produção nos primeiros meses do ano, devido à pouca chuva.

Eólica abastece 10%

Evolução contrária teve a produção em regime especial que nos primeiros sete meses do ano aumentou o seu output em 10%. Foi sobretudo a eólica, cuja expansão da capacidade instalada não tem parado de aumentar, a responsável por este progresso. A electricidade produzida a partir do vendo subiu 37% até Julho. Nos primeiros sete meses do ano, eólica foi responsável por mais de 10% do consumo nacional. As barragens e a eólica são as principais fontes de energia renovável em Portugal. Estas duas formas de produção asseguraram nestes sete meses 28% da procura total.

Apesar do seu melhor desempenho, as eólicas não foram suficientes para compensar a quebra da energia hidroeléctrica. Para além do aumento das importações, Portugal também teve de recorrer a mais centrais térmicas, a carvão e a gás natural, cuja geração cresceu 3%.|

in DN Online